3.11.11

Hoje tem espetáculo? Tem sim, pastor!


Por Roberta Lima

Fico me lembrando dos circos da época de criança nos quais o animador de auditório ou algum palhaço dirigia-se ao público perguntando a célebre frase: “Hoje tem espetáculo?” ao que o coro respondia: “Tem sim senhor”.


Se transmitirmos nossa imaginação para os cenários de muitas de nossas instituições religiosas, talvez ouçamos a mesma pergunta sendo a nós dirigida por um animador, ops, pastor ou ministro de louvor.


Quantos de nós não estamos acostumados a proclamar aos nossos irmãos sentados ao lado (é preciso sempre interagir não é mesmo? Nada de ficar quietinho – isso é coisa de “crente iceberg” diz um famoso pregador e conferencista internacional)… enfim, precisamos proclamar ao nosso irmão do lado que o culto, ou seria espetáculo? Será sobrenatural, se prepare meu irmão(a), depois dessa noite sua vida NUNCA mais será a mesma, após a oração forte de nossos ungidos TODA maldição estará quebrada (esqueceram de contar isso para Jesus que se esvaziou na cruz, carregando TODA a nossa DOR e MALDIÇÃO)

Prossigamos com o espetáculo, ops, perdoe-me novamente, culto.

Após a interação com os irmãos e algumas repetições do jargão evangeliquês, chega a hora da coreografia (todos juntos, por favor! E se você não faz direito – ai, ai, ai irmão; é sinal que não está sendo frequente em nossos cultos).
Assim se passa o tempo do “louvor” e agora que a platéia, ops novamente, as ovelhas estão bem receptivas, é hora da palavra ou dos testemunhos.

Os testemunhos são um caso à parte no show gospel, ops, perdoe-me, não sei o que está acontecendo comigo, fico confusa às vezes. São todos autocentrados, antropocêntricos, valorizam a mentalidade de gueto, somos os melhores, os intocáveis, outro dia ouvi um tristemunho, ops, testemunho, em que a senhora estava toda feliz por ter ido trabalhar numa empresa onde só trabalham crentes.

Sugiro que alguns desses irmãos ungidos e separados que não querem se contaminar com as coisas deste mundo planejem um protótipo de “foguete de Noé” e escolham algum planeta desabitado para lá dominarem como sacerdócio real e nação santa. Teremos a gospelândia pura e imaculada.

Após os testemunhos, você poderá ouvir uma ameaçadora palavra sobre dízimos e ofertas e se sentirá muitas vezes num assalto à bíblia armada com versículos vetero-testamentários obviamente.

Depois de lidas todas as maldições e proclamadas todas as bençãos aos fiéis não roubadores de Deus, vem o show-man, ops, pastor, com a GRANDE REVELAÇÃO da noite.
Logicamente a grande revelação não pertence ao NOVO TESTAMENTO, é envolta em rituais, sacrifícios, correntes, propósitos, TUDO para garantir que “determinando com fé” sua benção será garantida (caso não venha, não prometemos seu R$ de volta, a incredulidade do seu coração é que lhe roubou o agir do Senhor – penso no pobre Jesus na cruz novamente).
E assim rola a palestra motivacional, quer dizer, a pregação, cheia de textos fora de seus contextos, regada a muitos “aleluias” e “glórias à Deus”, algo que deixa consumidores, ops, ouvintes arrebatados e verdadeiros discípulos nauseados.

O ápice de tudo é o “apelo” ou seria APELAÇÃO? Emocionalismo barato, promessas de soluções imediatistas, tem horas que penso que vão esfregar a bíblia e de lá sairá o gênio da lâmpada mágica.

Venha e receba: TUDO! TODA A SOLUÇÃO! NESTA NOITE! COM ESTA CHAVE DA VITÓRIA! COM ESTA ROSA BRANCA! COM ESTE LENÇO UNGIDO!

Paro por aqui, preciso me levantar… o espetáculo é demais para mim!!!!

Me perdoem a acidez, mas estou farta desse pseudo-evangelho sem cruz, sem Cristo e sem Graça.

Cansei da barganha, cansei do entretenimento, cansei das campanhas, cansei de só ouvir velho testamento.

Faço um apelo aos irmãos sinceramente enganados pelo espetáculo gospel: leiam a bíblia, estudem a palavra, tenham intimidade com o ABA.

Finalizo com um pensamento do incrível John Stott:
“Quando vou à igreja, tiro o chapéu, não a cabeça”.

***
Do blog Meninas do Reino.

1.11.11

Melissa sai no Orkut em fotos de sexo oral, e sua vida desaba

Melissa (foto) amava o namorado, e o sentimento era recíproco. Frequentavam a mesma universidade, a USP, se viam sempre, se curtiram ao longo de três anos, a partir de 2000, até que o dia em que ela resolveu acabar com o relacionamento.

O rapaz ficou profundamente magoado, na versão de Melissa, e ele ia dar o troco, o que ela soube depois.
Dois anos após o fim do namoro, em 2005, Melissa – contou ela – recebeu do ex-namorado um recado com um link para o Orkut que dizia: “Olha só o que eu fiz”.

No site de relacionamento havia um profile falso (mas com nome e telefone verdadeiros) da Melissa no qual ela aparece em 50 fotos íntimas, em algumas fazendo sexo oral, como se fosse garota de programa.
Era a vingança do rapaz, segundo ela.

As fotos foram tiradas na época em que tudo ia bem no namoro. “Eu confiava nele e achava que iríamos nos casar”, disse ela ao portal G1.
Somente agora, cinco anos depois, é que Melissa obteve a condenação de seu ex-namorado e ainda assim ele vai recorrer para não ter de pagar a indenização de R$ 50 mil por danos morais. O rapaz alega que não há prova de que foi ele que colocou as fotos no Orkut.
Mesmo que a Justiça confirme a sentença, o dinheiro da indenização é insuficiente para cobrir os gastos que Melissa teve com advogados e demais despesas.

Mas o pior é que a vida dela ficou arrasada, algo que não tem preço.

Melissa passou a receber pelo telefone propostas para sexo, uma de suas fotos virou capa de uma revista estrangeira de pornografia e quinze dias após a publicação do profile falso ela foi demitida de um cursinho pré-vestibular onde era professora. Ficou dois meses desempregada e amigas lhe viraram o rosto. Conseguiu emprego de professora em um colégio de classe média e lá estava havia dois anos até que um aluno de 13 anos viu as fotos no internet – foi despedida mais uma vez. Desistiu de ser professora, mudou de nome (Melissa é o seu codinome), teve de trabalhar por uns tempos como atendente bilingue de telemarketing pela metade do salário de professora e hoje, aos 30 anos, está no setor administrativo de uma empresa.


De vez em quando, as fotos reaparecem na internet, e Melissa tem de pedir para que sejam deletadas. Ela acredita que esse tormento não vai ter fim.


Melissa foi vítima de quem colocou as fotos no Orkut e, pior, do machismo da sociedade.


Se as fotos fossem de um homem, desde que não houvesse depreciação de sua virilidade, nada ocorreria com ele, que até poderia se vangloriar de seu desempenho.


Vi no Paulopes Weblog


Nota do Blogueiro

Muitas mulheres sofrem com isso e vêem sua vida marcada. Lembram de de Suzana Alves, a tiazinha? Longe da mídia, missionária no Nordeste e Joana Prado, a Feiticeira? Hoje uma evangélica legítima, mas com um passado de apelo sexualque dificilmente as pessoas esquecem.  Mas Jesus sim, Ele esquece o seu passado, Ele apaga o seu passado.

Jesus esquece de nossos pecados mas a humanidade pecadora jamais esquece. Parece que misericórdia foi riscada de nossas vidas. O texto nos faz pensar muito em atitudes que tomamos com relação ao nosso próximo.

Jesus apaga seu passado, por mais que tentem traze-lo a memória, Ele te faz nova criatura


Queria que todos eles morressem...

por Zé Luís

Por coincidência ou por falta de criatividade que me bastasse, passei minhas últimas semanas de férias diante de uma tela, vendo diversos filmes que apareciam na programação da TV a cabo. Nada de grandes lançamentos, apenas aquelas histórias que ouvia meus colegas de serviço -e de internet – comentarem e não tinha tempo (nem disposição: prefiro ler) para assistir.
 
Muitos dos filmes que assisti sempre tinham cenas de lutas, guerras ou mesmo um vilão digno de perecer dolorosamente. Mas não pense que só assisti gêneros como Kill Bill, do Tarantino. Toy Story 3, por exemplo, tinha um ursinho do mal que merecia o fim que teve. No Livro de Eli, por algum motivo, matar os personagens apocalípticos da trama era a única coisa sensata a fazer (e não fazer, trucidá-los, implicava em deixar assassinos estupradores a solta para causar mais e mais dor).
Normalmente os vilões são de fácil identificação quando se assiste Senhor dos Anéis, e não há nenhum remorso quando se esmigá-lha um orc a machadadas: cada cabeça malévola de orc que é arrancada gera a comemoração de um gol na audiência angustiada pela derrota do mal. Mas nem sempre os vilões são belos: em Distrito 9, produção feita na Africa do Sul, confesso que não tinha passado nem metade da história e já estava torcendo pelos alienígenas, mesmo eles não sendo tão bonitos como os indigenas de Pandora em Avatar. Na verdade, pareciam grandes baratas com cara de siri.
 
Kick Ass, uma produção baseada em quadrinhos, traz um questionamento do personagem central: “a semelhança entre as histórias de super-heróis e a vida real, é que nos dois casos, vilões existem e sempre maquinam maldade...”. O mocinho da história, vestido de roupa de mergulha, experimenta o que a crueldade é capaz de impor, para manter seu mando de campo.
“Os homens que não amavam as mulheres”, Enrolados, Thor, Homem de Ferro, Hulk, e tantos outros, com vilões que deveriam ter duas vidas, só para sofrer com a morte duas vezes.
 
Lia dia desses um comentário de um ateu sobre a crueldades relatadas na bíblia de Deus contra suas criaturas, onde afirmava não existir livro mais cruel, com genocídios e guerras sangrentas.
Creio que esse ateu poderia estar sentado comigo em uma sala escura de cinema, clamando pelo sangue do maldito e cruel vilão, aplaudindo seu fim trágico, por mais que o diretor tenha exagerado na violência exigida para o extermínio do mesmo.
No fundo, religiosos ou não, o senso de justiça é sempre igual. E não é preciso ser um exemplo moral: experimente mandar um estuprador para uma cela de detentos, experimente ver a vingança de um povo oprimido, contra seu ditador quando tem a chance de colocar as mãos naquele opressor, veja a ira do mundo contra o povo alemão quando esse abraçou o nazismo como sua ética popular, justificando todo extermínio em nome de serem superiores.
Temos esse senso da vingança pela ira: o marido traído, a mulher espancada, a criança agredida, o idoso maltratado, o mentiroso que engana a todos, o ganancioso que deixa muitos sem sustento em nome de seu lucro, o garoto assaltante que mata o pai de família, o sujeito galhofeiro que fala contra o time do coração, contra o partido político, contra a religião correta, o arrogante que se acha mais que os outros.
Se o mundo fosse feito apenas desses personagens(o que de fato é), o que esperar dele, que não seja uma bomba que o destrua com requintes de crueldade? O medo do fim do mundo é um medo justificável, pois no fundo, sabemos o quanto merecemos.
Assistindo o fim do mundo através de Presságio com Nicolas Cage, a angustia de ver o mundo se acabar só é superada pela exata certeza que o homem, antes de morrer, faria aquilo: saquearia lojas por televisores ou cerveja quente, mesmo sabendo que em breve, arderia nas chamas de um planeta moribundo. Essa natureza caída humana, que merece morrer, é julgada pelo mesmo senso de justiça que habita em cada ser desse vasto planeta. Sem o sangue, é exatamente esta que nos condenará no dia do Juízo.

Vi no Cristão Confuso

Chuva de Milagres?

E ai?  Entendeu agora?!!

Prosperidade na Vila

Os ateus que mais me aborrecem

 Zé Luís

Uma das coisas mais traumáticas que encontrei no início da minha jornada em Cristo foi tentar um debate com um ateu devidamente preparado enquanto eu, apenas com as primeiras promessas e um espírito renovado (e arrogante), tentei mostrar as vantagens de crer. Pensava que esse tipo de embate pudesse ser tratado pelo bom senso de uma experiência real, vivida e compartilhada.

Conheciam cada trecho da bíblia, cada ponto cientificamente incompatível entre o Gênesis a Apocalipse, e as pesquisas cientificas da moda, que incluíam – claro – coisas relacionadas a teoria da Evolução, sérias e comprovadas. Usavam bem muitas falácias (termo novo para mim até aquele momento). Citavam Schopenhauer, Nietzsche, Saramago, Carl Sagan, e tantos outros, sempre invocando declarações e frase de efeitos de notáveis personagens históricos, reconhecidamente ateus.

Amavam citar as atrocidades religiosas cometidas em nome de Deus, omitindo as atrocidades cometidas por ateus, como Stalin (não tinha a menor ideia que esse ateu fora um dos maiores assassinos da História, maior até que Hitler).

Sentia-me um perfeito idiota diante de tanta cultura e preparo intelectual.


Não entendia que tudo era um jogo de palavras, e que estava conversando com um grupo de pessoas que já tinham sido almejadas por grupos opostos às suas convicções com contra-argumentos, tornando tudo isso um ciclo infindável, coisa que o próprio Paulo dito apóstolo disse ser bom evitar. Claro, isso também é questionável. Por que evitar um debate quando ideias podem ser discutidas?

Só que, como disse, não possuía noções para contra-argumentações, me senti inferiorizado, ridículo, imbecilizado. Senti raiva de ser tratado como idiota. Parecia um fracote valente que insiste em tentar bater num lutador peso-pesado profissional de Jiu-Jitsu: Era levantar para cair. Meu orgulho fora ferido, e pior: aqueles argumentos ganhavam campo dentro de meu entendimento, e Deus, que sempre fora presente em meus pensamentos, resolveu se calar como se nunca tivesse existido.
Comecei a ter medo de lidar com aqueles seres odiosos e inteligentes. Minha fé, ponto alto da minha existência, apresentava fissuras, a ponto de estar em um púlpito, pregando, falando do amor e feitos do Altíssimo, sem crer realmente que Ele existia, que tudo aquilo não passava de uma apenas uma grande bobagem...

Mas tudo passou.

Hoje são outros ateus que me aborrecem.

Aprendi todos os argumentos, estudei todos os possíveis elos perdidos (forjados) de uma impossível evolução de um macaco para um homem (por favor; a Ciência é quem declara isso hoje, não eu! Hoje CRÊ-se que a evolução que originou o homem aconteça em saltos, e o tempo necessário para isso acontecer é de milhões de anos, quando o carbono 14 diz que não temos mais de 40.000 anos de existência). Entendi cada falácia, e como elas são capazes de desviar o foco de uma questão, apenas com provocações simples. Descobri que muitos ateus tem um compromisso ferrenho com suas convicções, a ponto de ignorar questões documentadas e sobrenaturais.

E outra: por que tantos ateus se prestam a defender suas teses sobre a inexistência de deus e o quanto ele é cruel? Se não creio em seres fictícios, não gasto tempo me cadastrando em fóruns para desdizer a obesidade de Papai Noel, ou a crueldade dos smurfs que não podem ser azuis pela deformação genética impossível, e que pesquisas recentes, feitas por - qualquer - renomado cientista evolucionista – e ateu - só vem comprovar o que era óbvio: a improbabilidade da existência da Terra Média, e que Gandalf, o renascido mago branco, não passava de uma invenção mesquinha, uma muleta para almas com preguiça de pensar e aceitar a dura realidade de um mundo sem magia.
Esses ateus, hoje, me divertem.
Os ateus que realmente me aborrecem pregam em púlpitos, fingindo que dizem coisas que estão escritas na Bíblia, pedem para que seus ouvintes os obedeçam cegamente, seus egos precisam ser alimentados, seus bolsos, cheios, suas carreiras, reconhecidas.
Esses ateus pregam a Palavra de Deus, fingindo que acreditam nEle, mas por terem muito a perder - uma carreira ministerial lucrativa ou apenas o meio social no qual é alguma coisa especial – continuam cínicos, sem crer, falando sistematicamente, coisas que não tem na alma(mesmo porque também não acreditam nela).
Par mim, ateus que fingem crer são os piores.


Vi no Genizah



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