sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Os Ardis dos falsos ministros

Por Pastor Luiz Octávio Franklin

O primeiro ardil acerca do qual Jesus nos adverte como precaução contra os falsos arautos é a sutileza. Sobre isso o Filho de Deus diz: “Vem até vós disfarçados de ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores” (Mt 7.15). Aqui Jesus não está falando de um disfarce estético, mas usa expressão a fim de indicar a natureza humilde e mansa. O lobo, para enganar a ovelha, finge ser uma ovelha, e até se parece com a ovelha, está no meio das ovelhas, mas não é ovelha, é lobo. 

O Falso pregador, apoiado no seu engano, vive literalmente das ovelhas, comendo a sua carne e vestindo-se com a sua lã (Ez 34.2-5), sem o cuidado terno que Jesus nos ensina. Ele se coloca como dono e senhor das ovelhas, esquecendo que o rebanho pertence a uma só cabeça, que Cristo Jesus. 

O segundo ardil usado pelos falsos pregadores está no fato de não enfatizarem as coisas realmente necessárias. Não falam sobre o que é certo, apenas dizem que não enfatizam o certo. Ora, não enfatizar a verdade é omissão; é desvio; é mau hábito; é tornar a verdade mentira, pois uma verdade dita pela metade constitui-se a pior mentira. Não dar ênfase à verdade é ocultar ao povo o modo correto de viver, agir, fazer, ser. Não enfatizar o que é certo é chamar Jesus por apelido; é fazer o povo entrar pela porta dos fundos; é deixar o povo à mercê dos seus próprios conselhos. 

Portanto, ocultar a verdade é tão ou mais condenável do que divulgar heresias. Em sua Epístola aos Romanos 1.18, Paulo diz: “A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça”. Esta passagem demonstra que um dia Deus irá julgar e condenar aqueles que mudam a verdade de Deus em mentira.

O terceiro ardil que frequentemente é usado pelos falsos pregadores é procurar agradar a todos. É o convite à conveniência, ao fácil-fácil, ao atalho, à barganha, ao prazer imediato e irresponsável, ao sucesso sem lágrimas, à glória sem cruz, ao céu sem arrependimento, à graça sem exigência, enfim, um evangelho fácil. Segundo o que Jesus fala em Mt 7.16, há uma semelhança entre o verdadeiro e o falso pregador, a exemplo dos espinheiros que tinham um fruto negro, redondo e pequeno, muito parecido com pequenas uvas.

 Contudo, o que é falso, não fica por muito tempo sem mostrar a sua verdadeira natureza, pois, segundo Jesus, é “pelos frutos que se conhece a árvore”.


Pastor Luiz Octávio Franklin

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