21.1.12

Vendo igreja ou troco por carro #FALECI


Vendo igreja

Já tinha ouvido de caras que vendem igrejas (de porteira fechada, com os crentes dentro). Há tempos acompanhamos a venda da “fazenda do Vale do Paraíba”, parábola que despertou a ira de muita gente.

Agora, os caras de pau perderam totalmente a noção e colocam anuncio no jornal.

É ou não é de tirar o pica-pau do ôco?

19.1.12

Nem Freud explica!


Lianna Lyma

Estou quase indo ao pisiquiatra porque a maioria das pessoas dizem que não sou normal.
Não sei por qual motivo!

Até hoje não fiz nada que demonstrasse insanidade. talvez seja isso; eu preciso ser louca pra ser normal.
Tenho altos e baixos como qualquer outra pessoa, têm dias que prefiro ficar só; outros, apenas penso; alguns, acabo falando de mais, enfim... coisas normais.

As pessoas as vezes falam comigo como se eu fosse uma mulher que ao ficar irada, joga pratos na parede, rasga panos de prato com a boca, toca fogo nas cortinas de casa, joga as roupas do marido na rua, cozinha feijão com bombril...  VOCÊS SÃO LOUCOS!

Sou o tipo de mulher que, se quer, discute em voz alta; nunca na minha vida dei um grito histérico e ainda viro motivo de riso por contar meus problemas como se fosse a coisa mais normal do mundo, mas desde que me entendo por gente, os problemas são as coisas mais comuns no mundo.

Acho que o povo anda meio confuso entre a realidade e a ficção, parece que os problemas devem ser tratados como um drama, com muitas lágrimas, pesares, depressão...

Tive momentos pra chorar, mas não devo chorar por tudo, me estressar por tudo, me importar com tudo... se eu fizer isso, não vai sobrar tempo pra mim.

O serhumano tem mania de achar que só quem pensa como a massa atribulada e metalmente corrompida pelo "sistema comum" é são.

Tipo:

Mulher beijar mulher e homem beijar homem, é totalmente são;

O cara encher a cara de cachaça logo de manhã é totalmente são;

Não conseguir manter um relacionamento sério por mais de uma semana é totalmente são;

Ter um vocabulário com 99% rico em palavriados é totalmente são;


Ouvir funk e chamar aquilo de música é totalmente são;

Ir pra uma esquina fazer macumba pros outros com um roupão branco e um charutão na boca é totalmente são;

Ir a Igreja todos os dia e julgar os outros ao inferno é totalmente são;

Selecionar bons e maus amigos(?) é totalmente são;

Se achar melhor que todo mundo e viver cheio de razão é totalmente são;

"Viver" o presente focando o futuro é totalmente são;

Ter filhos só porque gosta de criança é totalmente são;



Enfim, são muitas coisas e pra mim, vocês é que não são nada normais.
 Odeio pensar como todo mundo, mas adoraria que todos pudessem pensar como eu. 



Lianna Lyma escreve no "A pimenta nossa de cada dia" e coopera aqui no ProtestadasGospel

Menos a Luiza, que está no Canadá!

Apóstolo Paulo no Caldeirão do Huck?

 Ciro Zibordi
Pare o mundo que eu quero descer! Famosa cantora “glospel” disse no Twitter que, ao visitar o Caldeirão do Huck, sentiu-se como Paulo no Areópago... Ela só se esqueceu de uma “pequena” diferença entre os episódios. O imitador de Cristo não pregou a convivência ecumênica, e sim o arrependimento de todos (At 17.30).

A cantora “glospel”, deslumbrada por aparecer de novo na maior emissora brasileira, estava sorridente e saltitante. Quanto ao apóstolo Paulo, ao chegar a Atenas, “o seu espírito se comovia em si mesmo, vendo a cidade tão entregue à idolatria” (At 17.16). Esse é o sentimento de um imitador de Cristo. À semelhança de seu Mestre, via os pecadores como ovelhas que não têm pastor (Mt 9.36).

Quem conhece o Evangelho chora diante da idolatria prevalecente no Brasil. Mas os propagadores do evangelho do arco-íris estão com o sorriso de orelha a orelha por causa dos milhões de CDs vendidos. O leitor percebeu como a comparação da “levita” foi infeliz?

Ah, se Paulo estivesse no lugar dela... Ele não teria perdido a oportunidade de “disputar” com o apresentador (At 17.17), pois teve a coragem de enfrentar os filósofos epicureus e estoicos, que “contendiam com ele” e zombavam: “Que quer dizer este paroleiro?” Eles o acusaram de ser um “pregador de deuses estranhos. Porque lhes anunciava a Jesus e a ressurreição” (v.18). E o levaram ao Areópago.

Mas a famosa cantora não teve ousadia para discordar do falso evangelho ecumênico propagado pela Rede Globo. Ao ouvir a frase: “O Caldeirão é uma mistura de religiões”, ela respondeu: “Tem espaço pra todo mundo”.


É, meu amigo, o evangelho-show, também conhecido como evangelho do arco-íris, é muito diferente do verdadeiro Evangelho! Paulo não foi ao Areópago para se apresentar. Ele apresentou o Salvador do mundo. E, por isso, dividiu as opiniões (At 17.32-34).

Como se vê, o nome da cantora é igual ao do apóstolo, porém a sua mensagem é muito diferente. Esse “outro evangelho” pregado por celebridades gospel não confronta o pecado. Ele é light, agradável, apaziguador, simpático, suave e, por isso, recebe aplausos das pessoas mundanas.

Mas Paulo, no caldeirão das religiões e filosofias, em Atenas, pregou sem medo: “Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos” (At 17.30,31).




Publicado originalmente no blog do autor.
Vi no Genizah

18.1.12

Entretenimento sem apelação.

 
Como vocês me conhecem, sempre encontro algo para escrever em meio a qualquer situação ou circunstância. Das mais inusitadas possíveis. Dessa vez escrevo algo de um programa que assisto desde que me entendo por gente.  Chaves, isso mesmo Chaves.

O escândalo do BBB 12 fez com que a audiência da emissora subisse 80%. Isso fez com que algo surgisse em minha cabeça.
Algo que até hoje não compreendo: Como Chaves consegue ficar tanto tempo no ar, com tantas histórias repetidas? E detalhe sem apelação nenhuma. Sem mulheres peladas ou piadas de mal gosto e sem dizer um palavrão.

Nesta desesperada corrida em busca de audiência, programas como Pânico na TV e seus respectivos exageros entre muitos outros, agem como crianças levadas, na tentativa desesperada de obter a atenção dos pais.

Os programas da televisão, de entretenimento no geral, estão perdendo a linha, se descontrolando no spin off da audiência.  

Ai então, me lembro do Chaves e as lições que ele nos dá.

Sr Furtado
Lembram de um episódio do Chaves que ele ia embora com a trouxinha nas costas? Aquele mesmo que você chorou, lembra?
Para quem não lembra,(?... acho meio difícil neh mas vamos lá)  Chaves tinha sido acusado de roubar os moradores da vila, mas o ladrão era o Sr. Furtado.

Como terminou? Vamos à cena!


- Mas, chaves, o que você fez enquanto esteve longe daqui? Perguntou a Chiquinha. 
Chaves respondeu:
- Então, fui procurar o padre para me confessar e dizer que eu era um ladrão.
E a Chiquinha diz:
- Chaves, mas você sabia que não era um ladrão.
E ele disse:
- Mas todo mundo me chamou de ladrão!
-Bom, mas e dai?
-Bom, eu não seria ladrão de nascença, mas por maioria de votos.
- Então o padre me disse que não era para eu ligar e o que importava era eu ter a consciência limpa, e eu tenho a consciência limpa. E o padre me disse que eu poderia voltar com a cabeça lá no alto. E que era para eu rezar para encontrarem o ladrão.
A Chiquinha intervém e diz:
-Mas então não adiantou, não é, pois não encontraram o ladrão.
Nisto o Sr. Furtado passa perto deles e ouve a conversa dos garotos.
E o Chaves responde a Chiquinha:
-Eu não rezei para que encontrasse o ladrão.
Chiquinha diz
-Então para que você rezou?
- rezei para que o ladrão se arrependesse e se tornasse bonzinho.


E aí você já sabe, não é? O Sr. Furtado literalmente se converte! Só um Coração que ama gera conversão. O Chaves teve de sair, pegar sua mochila e sair da vila. Sair de onde vivia! Parece fracasso, mas isso requer valentia. 

Porém o gesto mais corajoso foi de voltar! E ainda mais, de orar por aquele que o prejudicou. Isso se chama perdão. Nem ao menos deixou surgir o sentimento de vingança, não quis saber quem o tinha prejudicado.



Será que os programas de TV de hoje não conseguem criar algo que pelo menos chegue perto do que esse simples seriado proporcionou?



 Entretenimento sem apelação. Risadas saudáveis






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